“Um mundo seguro para troca de informações digitais”
Essa é a visão da Trend Micro, uma das maiores empresas do mundo de Segurança da Informação. Realmente é um sonho motivador e desafiador. Mas o impacto da busca por esse sonho transpõem as fronteiras da área de atuação de uma empresa .com para motivar e desafiar indivíduos e a sociedade. A “troca de informações digitais” é um termo tão amplo e descreve práticas tão arraigada no nosso dia-a-dia, que provavelmente não percebemos quanto. Mais difícil ainda de perceber e mensusar é o quanto essa incursão do mundo diginal na sociedade tem modificado a forma de crescer e aprender das crianças e jovens.
“Mãe, e-mail é uma coisa tão antiga!”, disse uma adolescente de 13 anos de idade, que participa de pelo menos 4 redes sociais, usa SMS e MMS, Messenger, faz download ilegal diário de música e filmes através de P2P Ares (“eMule é coisa velha”), tem um iPod Touch e um PC. Não estamos falando de uma “nerd”. Essa mesma adolescente gosta de esportes, atividades ao ar livre, é ótima aluna e se socializa muito bem com os amigos e com a família.
Não tenho condições de precisar o peso que a “troca de informações digitais” tem na formação cultural, intelectual e social dessa jovem e da sua geração. Mas posso intuir que isso muda radicalmente a percepção que ela está criando, já nessa idade, sobre o mundo e sobre a vida em sociedade. Essa mudança é rápida e visível. Me assusta a distância digital que está se formando entre essa geração e as gerações anteriores. Se você não trabalha diretamente com Tecnologia da Informação e Comunicação, a velocidade com que você está permitindo que a sua vida incorpore novas tecnologias é muitas vezes mais lenta do que a da jovem do exemplo. E ela não é uma exceção, mas regra.
O YouTube cresce a 20 horas de vídeo por minuto (http://bit.ly/KlLQ2). No Youtube, só nos últimos 60 dias, fora postados mais horas de vídeo do que as três maiores redes de TV americanas transmitiram em 60 anos (http://bit.ly/6kL6Xd). O Wikipedia tem mais de 538.000 artigos em Português, mais de 3 milhões em Inglês, e é tão precisa quanto a Enciclopédia Britânica (http://bit.ly/oqUg) a maior referência mundial em qualidade de enciclopédias, que só tem 228.274 tópicos (http://bit.ly/90Ebxe). O Twitter é o mair fenomeno de crescimento na Web dos últimos anos. Em conjunto com outras redes sociais, fez a diferença na eleição de Obama (http://vimeo.com/7870206). Tweets já salvaram vidas, foram usados como provas em processos criminais, protestos políticos e já foram postados diretamente da ISS, no espaço (http://bit.ly/JVsI). Isso não é o futuro da revolução digital, mas o presente. Nesse futuro ”você é o que você compartilha” (http://bit.ly/cGb3DY). Você está participando disso?
Essa é a realidade do mundo em que os jovens estão aprendendo a viver. Quem vai guiá-los nessa realidade? Ensinar o que é certo e o que é errado? Você está preparado para isso?
Imagine o quanto é fácil perder a confiança do seu filho/sobrinho/aluno no que diz respeito a assuntos do cyberespaço, simplesmente porque ele/ela é mais fluente do que você nesse território. Isso não só principia a tal distância digital, mas a alimenta a cada interação onde você deixa transparecer o quanto está longe desse mundo. Como você pode guiar alguém por um terreno que você desconhece? Você se acha um bom guia? Você passa segurança? Seu filho/sobrinho/aluno vai confiar em você? Por isso é tão fácil não prestar atenção no que está acontecendo, não monitorar, não participar, deixando o jovem desbravar esse território sozinho, imaginando que você não conseguirá acompanhá-lo, ”pois as almas deles residem na morada do amanhã, que vocês não podem visitar nem mesmo em sonhos” (Kahlil Gibran).
O problema é que esses meios de comunicações e tecnologias não são nada mais do que novas formas de conectar pessoas e conteúdo, mas as pessoas são as mesmas do mundo real e os conteúdos, como no mundo real, podem ser impróprios para os jovens e crianças. Essa nova forma de conectar e compartilhar é fantástica, abre milhões de novas possibilidades, para o bem e para o mal. Veja o caso da mãe que descobriu pela mudança de comportamento do filho de 14 anos de idade e através da investigação dos registros de conversas de chat, o estupro realizado por um adulto de 26 anos no Rio de Janeiro, em 20/Janeiro/2010: http://bit.ly/dxiwrs.
O caminho é conhecer, conversar, entender, orientar, aprender, dar as mãos, acompanhar. Mas nós também precisamos de orientação para orientar.
Um bom ponto de partida é o site de Segurança na Internet para as Crianças e sua Família (http://bit.ly/cHsBWD), que identifica e classifica os riscos para jovens e crianças, além de fornecer dicas e orientações úteis sobre ações e precauções possíveis.
Conteúdo inadequado
- Pornografia
- Violência, autodestruição
- Conteúdo Inexato ou Extremo
Conteúdo indesejado
- Assédio sexual
- Intimidação por colegas
Propaganda agressiva ou indesejada
- Mistura de conteúdo e propaganda
- Pedido de informações pessoais em troca de premiações (que levam a spam ou propagandas indesejadas ou mal intencionadas)
Ameaças web veladas
- Spyware
- Ataque de hacker
- Vírus
- Outros softwares maliciosos
Compartilhamento de Informações pessoais/particulares
- Que podem ser usadas por alguém com más intenções
- Que podem afetar a reputação do jovem
Comentários depreciativos sobre outros
- Comentários difamatórios, perversos, racistas
- Intimidação de colegas, amigos, parentes
Compartilhamento de arquivo involuntário ou ilegal
- Músicas, vídeos, jogos e outros arquivos por meio de serviços P2P ilegais ou que não estão corretamente configurados
Abaixo 10 dicas simples e úteis. Avalie as que melhor se adequam a você e a sua família.
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Mantenha o computador em área comum
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Combine um limite de tempo para uso da Internet
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Mantenha atualizado seu antivírus/antispyware/antispam
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Para crianças pequenas, crie a lista de favoritos
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Use uma ferramenta de filtro de conteúdo (filtro de URL)
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Converse com seus filhos sobre fornecer informações pessoais on-line
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Oriente seus filhos a ignorar contato com pessoas que nunca encontrou (não fale com estranhos)
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Verifique o histórico do navegador e o arquivo de histórico do messenger
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Oriente a utilizar apelidos e não o nome real
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Ensine a ter respeito com os outros também on-line
No guia (vai o link de novo: http://bit.ly/cHsBWD) você encontrará mais dicas e mais explicações.
Converse com pessoas que conhecem essas tecnologias, pesquise, aprenda, se interesse, navegue junto com seu filho. Dê informação e orientação. E compartilhe esse artigo com outros pais/tios/professores.
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